Análise maluca: o que a psicologia diz sobre os contos de fada?

A edição deste mês da Mundo Estranho está dando o que falar. O motivo? A matéria de capa. A revista trouxe aos leitores uma profunda análise psicológica dos contos da fada dos irmãos Grimm, como Branca de Neve, Cinderela, A Bela Adormecida, Pinóquio e Alice no País das Maravilhas. Segredos perturbadores em histórias teoricamente inocentes que encantaram nossa infância, análises  bizarras que apontam para fetiches, inveja e até mesmo tentativas de sedução.

Quem curte uma Teoria da Conspiração não pode perder. Eu garanto que vocês olharão os contos de fada de uma perspectiva bastante diferente depois de ler os próximos parágrafos!

Para matar um pouco a vontade, listei abaixo alguns pontos interessantes de três contos de princesas famosas:

Branca de Neve: a jovem que cai em tentação para se tornar atraente

Invejinha que de branca não tem nada: As mulheres que não aceitam a realidade da velhice tentam a todo custo manter a aparência jovem. Invejar a beleza das mais novas faz de toda mulher uma madrasta – assim como pais “garotões” que tentam se equiparar à vida sexual do filho.

Mamãe, eu quero…: Garotas, quando pequenas, sonham em ser como suas mães e usar maquiagem e roupas bonitas, demonstrando, assim, o desejo de superá-las. O mesmo acontece com Branca de Neve, que, na história original, cai nas armadilhas da bruxa acreditando que ficaria mais sensual com o espartilho – que a sufoca – e o cabelo penteado com um pente – que a envenena. Toma lá, dá cá!

A Bela Adormecida: a jovem que dorme para se preparar para as aventuras sexuais da maturidade

Sonequinha tranquila: os 100 anos de soneca da princesa representam o período de latência, que corresponde ao crescimento e preparação para a vida adulta. O sono é o que separa a criança da mulher, que já acorda preparada para a união sexual.

Coisa de macho: é adormecida, semimorta, calada e bem quietinha que Bela conquista o amor de sua vida, o príncipe encantado. Para os psicólogos, este é um detalhe claramente machista que comprova que o melhor estado da mulher é quando ela está inativa e indefesa. Bizarro, né?

Cinderela: a menina do sapatinho de cristal que mexe com o imaginário masculino

Forever alone: há filhos que se sentem postos em segundo lugar pelos pais quando veem os irmãos recebendo um tratamento diferenciado, atencioso e dedicado. Cinderela sente o mesmo quando vê seus desejos sacrificados em favor das meias-irmãs.

Mensagem subliminar: O sapatinho de cristal representa o órgão sexual feminino. Sim, a vagina. Ela mesma. Na história, ele é um receptuário pequeno no qual pode se inserir uma parte do corpo de modo justo – e o fato de ele ser frágil o associa ao hímen. O que nos leva novamente ao ato sexual.

Quanta imaginação, né? Achei a reportagem bastante interessante – mas também com um alto teor de viagem na maionese. Em respeito a quem trabalhou duro nas entrevistas e na produção da matéria, optei por não reproduzir o conteúdo na integra por aqui. Mas eu recomendo a leitura não só desta matéria em específico, mas da revista inteira!

E aí, o que acharam? Comentem :)

Mais em: www.nilsenideias.wordpress.com e www.caindodeboca.com.br

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