A inspiração proporcionada pelos livros, além de aparecer em músicas, também marca presença com mais frequência do que se imagina no cinema. Muitos filmes famosos foram baseados na literatura, como, por exemplo, “O Poderoso Chefão – Parte I”, que veio do romance homônimo de Mario Puzo; “O Iluminado”, estrelado por Jack Nicholson e inspirado na obra do mestre do terror Stephen King; e até mesmo o clássico “Psicose”, conhecido pela tal cena do banheiro, foi dirigido por Alfred Hitchcock e baseado no livro de Robert Bloch.
Aproveitando que amanhã é Dia dos Namorados nos Estados Unidos (também conhecido como Valentine’s Day), que tal listar alguns filmes românticos inspirados na literatura?
- Orgulho e Preconceito – Jane Austen
Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet – Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) – foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.
O livro tem uma leitura pesada devido vocabulário de época, mas a história é muito bonita. Jane Austen não tem a fama à toa; sua perspicácia em desenvolver relacionamentos pode ser sentida na narrativa envolvente, nos personagens aprofundados e na trama bem elaborada. O filme foi adaptado diversas vezes e virou até série de TV. A versão de 2005 é muito boa e mantém tudo o que é essencial.
- E Se Fosse Verdade – Marc Levy
David Abbott (Mark Ruffalo) alugou recentemente um belo apartamento em San Francisco. A última coisa que ele gostaria era dividi-lo com alguém, mas logo surge uma jovem bonita e controladora, chamada Elizabeth (Reese Whiterspoon), que insiste que o apartamento é seu. David imagina que houve um grande mal entendido, até Elizabeth simplesmente desaparece. Ele muda a fechadura de casa mas isto não impede que Elizabeth ressurja, sempre aparecendo e sumindo como se fosse em um passe de mágica. David fica então convencido de que Elizabeth é um fantasma e passa a tentar ajudá-la a passar para o “outro lado” do pós-vida. Só que ela está convencida de que também está viva e se recusa a fazer qualquer travessia.
O filme segue a linha descontraída do livro e mistura o drama amoroso com muita comédia. A diferença é que o livro é mais profundo, ou seja: o autor aborda essa situação inusitada com mais seriedade e deixa bem claro o quanto o amor sentido pelos dois é intenso. O destaque fica para a atuação de Reese Whiterspoon, que está ótima e e incorporou muito bem a personagem.
- Diário de Uma Paixão – Nicholas Sparks
Numa clínica geriátrica, Duke, um dos internos que relativamente está bem, lê para uma interna (com um quadro mais grave) a história de Allie Hamilton (Rachel McAdams) e Noah Calhoun (Ryan Gosling), dois jovens enamorados que em 1940 se conheceram num parque de diversões.
Esta talvez seja uma das melhores adaptações cinematográficas que eu já vi. A sensação de familiaridade quando li o livro foi muito grande, pois o filme seguiu as descrições da obra à risca. A história é emocionante e o livro mais ainda. O autor, Nicholas Sparks, tem diversos trabalhos que chegaram às telas do cinema, como “Noites de Tormenta”, “A Última Música” e “Um Amor Para Recordar”.
- PS, Eu Te Amo – Cecelia Ahern
Holly Kennedy (Hilary Swank) é casada com Gerry (Gerard Butler), um irlandês engraçado por quem é completamente apaixonada. Porém quando Gerry morre devido a uma doença a vida de Holly também acaba, já que ela entra em profunda depressão. Mas o que ela não esperava era que, imaginando que isto poderia acontecer, Gerry deixou para ela diversas cartas antes de morrer. Cada uma delas busca guiar Holly no caminho de sua recuperação, não apenas da dor pela sua perda mas também de sua própria redescoberta.
Este livro também foi extremamente bem adaptado, apesar de algumas modificações terem me incomodado um pouco. A ideia da autora de manter Gerry ainda em contato com Holly mesmo depois de falecido foi muito diferente. O leitor simplesmente devora o livro na ansiedade em descobrir qual a próxima surpresa reservada para a protagonista. O filme é lindo e o cenário tira o fôlego. Podem separar o lencinho!
- As Pontes de Madison – Robert Waller
Após a morte de Francesca Johnson (Meryl Streep), uma proprietária rural do interior do Iowa, seus filhos descobrem, através de cartas que a mãe deixou, do forte envolvimento que ela teve com um fotógrafo (Clint Eastwood) da National Geographic, quando a família se ausentou de casa por quatro dias. Estas revelações fazem os filhos questionarem seus próprios casamentos.
Se para “PS, Eu Te Amo” foi necessário um lencinho, para “As Pontes de Madison” serão precisos pelo menos três. O livro que inspirou o longa é curto e bem simples. Em contrapartida, o filme é bastante dramático. Meryl Streep e Clint Eastwood dão um show na atuação de um dos poucos filmes que eu ouso dizer que é melhor que o livro. Recomendo!
Espero que tenham gostado e até semana que vem!
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